O  aeroporto de Alcochete custará cerca de 4900 milhões de euros. O TGV está avaliado em cerca de 7600 milhões de euros, para ligar Lisboa ao Porto, Lisboa a Madrid e o Porto a Vigo. António Mendonça, signatário do manifesto “Portugal necessita de investimento público estratégico. Parar é sacrificar o futuro”, acredita que este é um investimento com garantias de retorno.

Foi o quinto - e último - debate do Estado da Nação da presente legislatura e pouco se falou dos projectos estratégicos de obras públicas.
A excepção partiu de Afonso Candal, deputado da bancada socialista, ao afirmar que existe uma necessidade séria de apostar nas infra-estruturas marítimo-portuárias e no transporte aéreo porque, adiantou, “ninguém vem de carro para Portugal, a não ser os nossos emigrantes que passam muitas horas a conduzir. Apostar nessas acessibilidades é indispensável ao futuro do país”.

Os signatários do manifesto a favor do investimento, apresentado ontem, consideram que, para um país da dimensão de Portugal, os projectos estratégicos de obras públicas “justificam-se sobremaneira num contexto de crise económica e de pessimismo generalizado, como é o actual, onde importa injectar confiança nos agentes”. TGV e novo aeroporto são uma das temáticas centrais deste manifesto.

Segundo o Jornal de Negócios “A proposta, globalmente designada por “Portugal necessita de investimento público estratégico. Parar é sacrificar o futuro”, foi ontem apresentada e tem 31 subscritores, entre os quais nomes como os de Almerindo Marques, Emídio Rangel, Filipe Soares Franco, Jorge Armindo, José Penedos, Luís Nazaré, Sérgio Figueiredo ou Victor Martins. Francisco Murteira Nabo, bastonário da Ordem dos Economistas, é outro dos apoiantes.

O manifesto em prol das grandes obras públicas foi ontem apresentado. O aeroporto de Alcochete e o TGV são temas chave do documento que conta com 31 signatários, entre eles o ex-Presidente dos CTT e actual candidato à Assembleia Geral do Benfica, Luís Nazaré.
Em entrevista à SIC Notícias, recusa falar em contra manifesto porque esta é uma iniciativa a favor do investimento público.

Portugal necessita de investimento público estratégico

Portugal confronta-se com uma dupla crise: uma de natureza conjuntural que traduz, no plano nacional a crise económica internacional, outra de natureza estrutural que desencadeia, progressivamente, uma perda de dinamismo e de capacidade competitiva.

 

Os projectos estratégicos de obras públicas devem ser encarados como uma resposta eficiente no combate à crise estrutural. São necessários para reforçar a economia nacional e o tecido empresarial e para valorizar as novas apostas das empresas nos campos tecnológico, energético e ambiental.

 

Perante o actual panorama internacional, a sustentabilidade financeira tem de ser rigorosamente respeitada, mas continuar a adiar decisões desta ordem de importância é hipotecar o futuro do país.

É preciso investir, é preciso que os empresários deste país tenham condições para investir e para o fazer nos sectores estratégicos: tecnologia e energia. Baixemos os impostos, criemos condições favoráveis à criação de emprego. Deixemos o investimento para quem o faz melhor, os empr...
João Reis
2009-07-05
10 de Março de 2009